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Novo comportamento do consumidor

MEDO vs DESEJO

Uma pesquisa realizada entre 1 e 3 de Abril revela uma nova maneira de consumo do consumidor brasileiro, impactado pelas mudanças na rotina resultantes do isolamento social e da pandemia.

Realizada pelo grupo G5  a pesquisa conversou com 1.000 participantes da região sul e sudeste do país para estudar o novo mindset da população sob o clima do coronavírus. O estudo também serviu para entender melhor o impacto da mudança de estilo de vida sob os valores, expectativas e hábitos de consumo.

Através de uma análise quantitativa e qualitativa puderam observar a contraposição dos principais valores: medo x desejo. De um lado, o medo trás a sensação de insegurança em relação ao contagio, assim como as relações financeiras. De outro, o desejo vêm como esperança de normalização, de progredir e poder aproveitar a vida.

Assim, o desejo de poder realizar atividades de lazer, assim como de consumir, é algo que não se perdeu nos valores dos indivíduos.

Conforme Luiz Henrique Miranda, da agência Amigo, esse período que vivemos trás consigo o sentimento coletivo da morte, que em consequência comportamental, gera um aumento significativo de consciência e novos valores.

Dentre tantas mudanças, uma das tendências mais perceptíveis é a queda do valor no varejo físico, uma vez que os indivíduos estão se adaptando à um novo estilo de vida, que incluem compras online, reuniões virtuais e trabalhar de casa. Além disso, os pesquisadores revelam que não têm preferência pela forma que a compra é realizada. Seja no ambiente digital ou físico, o que levam em consideração é a conveniência!

De acordo com Luiz, a oportunidade de negócio é a criação de modelos híbridos (digital e físico), que tenham como objetivo principal atender às necessidades do consumidor de forma ágil, não pondo a perspectiva da empresa como centro das estratégias.

Os consumidores pretendem voltar à sua rotina após o lockdown, assim como aspiram por viajar e investir em estudos. Entretanto, a prioridade agora é de serviços e produtos essenciais, onde a decisão de compra volta-se para alimentação, saúde, segurança e educação.

Nesse momento, a chave para manter-se conectado com o cliente é empatia. Os estudos mostraram que empresas que tiveram sensibilidade e solidariedade acabaram por ganhar afeto dos consumidores.

A previsão para retomada do mercado é de um consumo mais consciente e cauteloso, onde marcas que colaborem com a situação atual terão maior relevância. E para entrega de tais qualidades deve-se conhecer os anseios e desejos do consumidor como nunca, tornando-os centro na tomada de decisão de compra.

Fonte: ADVB – Luiz Henrique Miranda

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