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Feiras Virtuais são a Nova Solução?

Nos últimos dias pudemos perceber um aumento exponencial no compartilhamento online gratuito por empresas e profissionais da indústria da moda de seus conteúdos como uma maneira de auxiliar o setor a contornar a crise atual, sendo que, anteriormente à pandemia, esses conteúdos eram disponibilizados no modelo de consultoria presencial.

Nessa linha de atuação, eventos focados em compartilhar conteúdo e fomentar discussões puderam se adaptar rapidamente ao meio virtual, como o FASHINNOVATION World Wide, realizado por nosso parceiro em Nova York, que substituiu seu evento presencial por uma série de Talks virtuais com representantes e empresários de diversas empresas.

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O Grupo Febratex, que em 2019 realizou a primeira edição de seu Summit focado em conteúdo, também realizou, em parceria com o Fashion Innovation Bureau, uma série de Lives para discutir o futuro da moda pós Corona vírus, as quais, no total, foram vistas por mais de mais de 6 mil profissionais da indústria que acompanharam o evento online.

Mas se para o universo de conteúdo a transição para o digital é mais fácil, o mesmo não se aplica a setores fortemente dependente do contato físico direto, como o de feiras e eventos, por exemplo.  Quer sejam feiras de máquinas e equipamentos quer sejam feiras de sourcing focadas em tecidos e aviamentos, por exemplo, o cenário atual se apresenta bastante desafiador, com inúmeros paradigmas tendo de ser revisitados. No entanto, essas dificuldades não impedem que a busca por novos modelos avance, onde a construção de soluções híbridas (virtual + presencial) parece ser o caminho mais promissor a ser seguido.

Nesse sentido, tanto no cenário nacional como no internacional, os organizadores desses eventos estão considerando o uso de tecnologias digitais como meio de apresentação dos novos produtos, a fim de criar versões virtuais de feiras presenciais, as quais podem ser tanto soluções temporárias para o período de pandemia como se tornarem parte integrante de uma nova estratégia híbrida a ser adotada permanentemente no futuro.

Exemplo disso é a feira britânica de sourcing Make It British, que realizará todas suas conferências, reuniões e workshops através da criação de stands virtuais geridos pelo próprio expositor.

Nessa linha, a Kingpins Amsterdam substituiu a versão física de sua feira de sourcing que seria realizado em abril último por uma versão online nas mesmas datas com a transmissão online de painéis, entrevistas, conteúdo de expositores (como a apresentação de novas linhas e de iniciativas de sustentabilidade e de responsabilidade social).

A Texprocess Americas estuda a possibilidade de usar vídeos e outras tecnologias online para mostrar os produtos de seus expositores.

No entanto, se engana quem pensa que esses novos modelos significam a morte dos eventos presenciais.

Ketty Pillet, vice-presidente de marketing na tecnológica Gerber Technology, afirma que espera sim ver as feiras online ganhem notoriedade nos próximos meses, mas que estima que somente 30% das feiras atuais devem seguir exclusivamente nesse modelo no período pós-pandemia.

Nessa linha de raciocínio, Steve Lamar, CEO da American Apparel & Footwear Association, concorda que haverá um fortalecimento desse tipo de alternativa, mas não prevê que isso se torne o novo normal, afirmando que “…é difícil substituir a interação pessoal, a análise física de amostras e o networking dos eventos físicos” e que os eventos físicos devem retornar à medida que a pandemia perder força.

Em linha com essa perspectiva, a Texprocess Americas que iria ser realizada nos EUA entre os dias 22 e 24 de maio foi transferida para o período de 15 a 17 de dezembro e a brasileira Fabratex (maior feira da Américas no setor) foi transferida de agosto de 2020 para o período de 02 a 05.02.2021.

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Assim como o rádio, a televisão e o livro impresso existem até hoje e convivem com outras plataformas e tecnologias, as feiras presenciais não serão extintas, a menos que ignorem as novas tendências de digitalização.

Fonte: Portugal Têxtil

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